Oli Maia trabalha em seu romance policial “Trégua“, a Copa do Mundo como ambientação para uma investigação. Na trama, que se passa em 2011, a preparação para o campeonato mundial sediado no Brasil complementa as temáticas de comunicação e conexão. O livro está disponível no site do autor e na Amazon Brasil.
Para o autor o livro teve um processo especial. “Quando escrevi Trégua, escrevi o livro que queria ler. Era um livro sobre meu amor pelo futebol e sobre minhas reflexões em relação às dificuldades do ser humano em se comunicar, sobre os não-ditos incomunicáveis, sobre a necessidade de conexão. Eu queria um livro em que os personagens levassem a história adiante”, explica Maia.
O autor ainda conta que a criação de Téo no momento de vida em que o personagem está inserido foi bem específica. “As histórias LGBT do tipo “coming of age” e descoberta da sexualidade, quase sempre protagonizadas por adolescentes (ou bastante jovens), existem aos montes. Não era bem o que eu queria ler. Eu queria um personagem que fosse mais do que uma identidade, e que fugisse dos estereótipos e expectativas para essa identidade: um personagem gay que gosta de futebol, que se metia em briga de torcida na saída do estádio, que dá de investigar o que não deve”, revela o autor.
“Claro que nada disso ele faz impune, ainda mais porque para ele a própria aceitação dessa identidade também é uma questão, mas tudo isso nasceu daquela mesma ideia de “incoerência” que se transformou ao longo do livro em humanidade”, completa. Os interessados podem saber mais sobre o autor em suas redes sociais oficiais.