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Romance policial traz Copa do Mundo como plano de fundo e temática LGBT

Em clima de estádio, livro traz reflexões sobre o ser humano e representatividade em uma trama policial
Oli Maia escritor
Foto: divulgação

Para o autor o livro teve um processo especial. “Quando escrevi Trégua, escrevi o livro que queria ler. Era um livro sobre meu amor pelo futebol e sobre minhas reflexões em relação às dificuldades do ser humano em se comunicar, sobre os não-ditos incomunicáveis, sobre a necessidade de conexão. Eu queria um livro em que os personagens levassem a história adiante”, explica Maia.

O autor ainda conta que a criação de Téo no momento de vida em que o personagem está inserido foi bem específica. “As histórias LGBT do tipo “coming of age” e descoberta da sexualidade, quase sempre protagonizadas por adolescentes (ou bastante jovens), existem aos montes. Não era bem o que eu queria ler. Eu queria um personagem que fosse mais do que uma identidade, e que fugisse dos estereótipos e expectativas para essa identidade: um personagem gay que gosta de futebol, que se metia em briga de torcida na saída do estádio, que dá de investigar o que não deve”, revela o autor.